logoSintesp

SINDICATO DOS TÉCNICOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO NO ESTADO DE SÃO PAULO


Ética, competência, dignidade e compromisso com a categoria


Bem-vindo, sábado, 21 de julho de 2018.

Logo Fenatest Logo Força Sindical
19/02/2018

De onde viemos e para onde queremos ir!!!!!!


 

Terminamos o ano de 2017 com muitas dúvidas e incertezas em relação à nossa categoria profissional com o advento da Reforma Trabalhista aprovada e sancionada no mês de novembro.

 

Salientamos que a maior parte dos itens desta malfadada reforma, com certeza irá cair sobre cabeça dos trabalhadores.

 

Conquistas conseguidas a muito custo e muita luta do nosso movimento sindical, mesmo com todos os nossos problemas e dificuldades de união, devido tendências de cada Central Sindical, e mesmo sendo atacados pelas mídias televisiva, radiofônica, bem como sob a pressão de muitos empresários que atuam contra os sindicatos, fazendo com que a grande massa trabalhadora ficasse contra aqueles que sempre defenderam melhorias sociais, salariais e condições de trabalho .

 

Agora, entramos no ano de 2018 e as diversas dúvidas continuam, pois o país praticamente para nesta época do ano devido as festividades como o Natal, ano novo e, em seguida, vindo o carnaval, o que colabora para que somente a partir disso o nosso país comece a dar sinais de início de suas atividades econômicas.

 

Enquanto isso, todos os problemas tendem a piorar e, consequentemente,

aumentar as dúvidas na aplicação dos artigos desta reforma trabalhista tanto para os trabalhadores como para os empregadores.

 

Um dos artigos desta reforma, sancionada pelo presidente da República ataca e fere de morte todo o movimento sindical brasileiro, uma vez que tira uma das principais fontes de custeio de todas as instituições sindicais, a contribuição sindical compulsoria (imposto sindical). Com isso, esta contribuição deixou de ser, de um dia para outro, obrigatório o seu recolhimento referente a um dia de trabalho de todos os trabalhadores celetistas, passando a ser optativo pelo trabalhador. Imaginem vocês agora, trabalhadores, uma contribuição sempre combatida de forma veemente, ficar a mercê de que os trabalhadores é que terão de autorizar a empresa sobre o desconto em sua folha de pagamento? Esse tipo de conduta, no Brasil, nunca iria funcionar porque a grande maioria destes trabalhadores sempre achará que os sindicatos somente serviam para tirar uma parte do seu salário através da contribuição sindical.

 

Conclusão: todos os sindicatos estão tendo dificuldades para manterem os seus serviços, funcionários e também até mesmo as suas Convenções Coletivas de Trabalho porque perderam as condições financeiras de sustentação. O nosso Sindicato – SINTESP, desde até mesmo antes da promulgação desta reforma trabalhista, já vem sofrendo um processo de desmanche de sua estrutura, com a demissão de 70% de seus funcionários, nossas regionais estão sendo transformadas em representações, cortamos contratos com terceiros de suma importância para a categoria e, com certeza, iremos reduzir ainda mais a nossa estrutura. Existe um risco ainda maior de perdermos a nossa Convenção Coletiva de Trabalho, que sempre foi um balizador da nossa atividade, para garantir um mínimo de dignidade à nossa categoria profissional no Estado de São Paulo.

 

Quando negociamos a nossa C.C.T com mais de 120 sindicatos patronais optamos por negociar somente três clausulas que consideramos as mais importantes para a nossa classe, que são: a primeira, nosso piso de categoria que, desde a aprovação de nossa primeira convenção coletiva, na criação do nosso Sindicato sempre foi o maior salário-piso do Brasil, causando, inclusive, inveja em outras categorias, até mesmo de nível superior, que ainda não conseguiram alcançar o nosso valor; a segunda, outro ponto importante foi a conquista de 12 dias durante o ano nos quais o nosso profissional pode se ausentar do trabalho para participar de cursos de aperfeiçoamento, congressos, feiras, palestras, eventos, etc; e a terceira, também importantíssima que é a clausula mais benéfica, ou seja, todas as clausulas sociais negociadas pela representação preponderantes que sejam revertidas também para todos os Técnicos de Segurança do Trabalho daquela base.

 

Lembramos que há 35 anos iniciamos a nossa trajetória como uma Associação de classe – a Aprossetesp, e, logo em seguida, conseguimos a nossa tão almejada Carta Sindical, se transformando em sindicato - SINTESP, e podemos dizer com muita tranquilidade que conquistamos, através do esforço de todos os diretores que trabalharam em prol desta causa tão nobre, que é a luta pela dignidade do profissional TST. Agora corremos um grande risco de fecharmos as portas desta instituição que sempre lutou pela nossa categoria. Se nós todos, os TSTs, não nos conscientizarmos sobre a importância de continuarmos contribuindo financeiramente com o SINTESP, seja como sócio, pagando sua contribuição sindical opcional anual, poderemos ainda em breve dizer que nós éramos felizes e não sabíamos, pois sem condições financeiras não teremos condições para garantir todos os benefícios que a nossa categoria necessita.

 

Portanto, deixo como pergunta à toda a categoria de Técnicos de Segurança do Trabalho do Estado de São Paulo: “De onde viemos todos vocês sabem, mas para onde queremos ir agora?”, vocês podem responder esta pergunta.

 

Marcos Ribeiro
Presidente

 



Voltar para Editoriais