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SINDICATO DOS TÉCNICOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO NO ESTADO DE SÃO PAULO


Ética, competência, dignidade e compromisso com a categoria


Bem-vindo, quarta-feira, 22 de novembro de 2017.

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23/10/2017

SINTESP - Ruim com ele ou pior sem ele?


Estamos vivenciando, nesses últimos meses, tempo de profundas transformações na relação entre o capital e o trabalho, por meio do qual a terceirização da atividade fim e a reforma trabalhista impactarão diretamente em todas as categorias profissionais.

 

Sabedores que somos da realidade do movimento sindical brasileiro, o qual, de uma forma ou de outra, a grande maioria dos trabalhadores celetistas, que sempre foram influenciados muito mais pela mídia, do que mesmo pelos impactos em seus salários de contribuições repassadas para seus sindicatos representativos, agora estão apoiando incondicionalmente estas alterações de leis, sempre focando naquela máxima que todos os sindicatos que representam os trabalhadores são usurpadores de fatias de seus salários. Esquecem que, esse mesmo movimento que tanto lutou para conquistar inúmeras cláusulas que beneficiaram os trabalhadores, agora de uma maneira totalmente arbitrária do legislativo, começa a provocar uma grande sangria no meio sindical. Podemos até dizer que essas mudanças vieram para dar uma mexida no meio sindical, tirando da zona de conforto alguns sindicatos de porta, ou seja, que nunca tiveram ao menos convenção coletiva de trabalho, porém, não se pode nivelar por baixo, dizendo que todos os sindicatos de trabalhadores são inoperantes, somente tirando contribuições dos trabalhadores.

 

O SINTESP sempre teve como missão a competência, a dignidade e a ética para com todos os seus representados, sempre almejando a valorização da nossa profissão, buscando a participação de toda a nossa categoria em todos os movimentos que lutam pela segurança e saúde dos trabalhadores em todas as áreas e atividades econômicas, independente de partidos, raça, credo ou cor, sendo esta a nossa única bandeira.

 

Podemos afirmar que essas reformas tendem em muito a precarizar os ambientes de trabalho, desvalorizando, assim, o trabalho do profissional de SST, haja vista que, durante toda a nossa história buscamos manter, através de convenções e acordos coletivos de trabalho com mais de 120 sindicatos patronais, a valorização e manutenção de um piso salarial digno de nossa profissão, bem como a participação em inúmeras comissões tripartites de criação e alteração de normas regulamentadoras em SST, entre outras participações que trouxeram para a nossa categoria o respeito que uma entidade almeja na construção de seu legado.

 

Agora, com o advento desta reforma trabalhista que, em um de seus artigos, veio retirar as contribuições da nossa categoria, que mantinham todas essas conquistas alcançadas até o presente momento, antevemos que as dificuldades financeiras irá nos impossibilitar a continuidade da prestação dos serviços e das ações conquistadas.

 

Resta-nos, diante disso, aguardar os efeitos da retirada desse subsídio fundamental para a manutenção do nosso SINTESP, para que tenhamos a verdadeira amplitude do comprometimento das ações por nossa entidade nos mais justos interesses da categoria. Convém lembrar que não existe categoria de trabalhadores fortes com representação sindical fraca, quem faz o sindicato são os próprios trabalhadores, imaginar que sindicato vive de filantropia ou sem a sua sustentação financeira custeada pelos próprios representados é utopia e discurso barato de quem quer enfraquecer ainda mais a classe trabalhadora dos Técnicos de Segurança do Trabalho. O SINTESP tem um grande serviço prestado, dentre os quais a convenção coletiva que direta e indiretamente beneficia os mais de 25 mil técnicos que atuam no Estado de São Paulo, apesar do pouco reconhecimento da importância desta representação sindical, podemos afirmar que se é entendido que: Ruim com o sindicato, pior sem "ele".

 

Esperamos que em um futuro breve, não venhamos a ter que refletir sobre o seguinte: “Nós, da categoria dos Técnicos de Segurança do Trabalho, éramos felizes e não sabíamos!”.



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