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16/03/2014

Produção do iPhone tem substâncias tóxicas a trabalhadores, alerta campanha


Dois grupos de ativistas lançaram uma petição online para alertar sobre o uso de substâncias químicas na fabricação do iPhone, da Apple. O manuseio delas, sem medidas de proteção, seria prejudicial à saúde de trabalhadores de fábricas do smartphone na China. As informações são da "AP".

 

A campanha chamada "Bad Apple" (ou "maçã ruim", em tradução livre) foi feita em parceria entre a China Labor Watch, que defende direitos de trabalhadores chineses, e a Green America, grupo de proteção ambiental, e teve início na quarta-feira (12).

 

Os dois grupos esperam colher assinaturas suficientes para pressionar a Apple a abandonar o uso de duas substâncias químicas, o benzeno e o n-hexano.  O primeiro é um cancerígeno que pode causar leucemia se não manipulado com proteção e o n-hexano está ligado a danos nos nervos. 

 

Em um comunicado, a Apple destacou que já abandonou, durante os últimos anos, o uso de várias substâncias prejudiciais, incluindo plástico PVC e retardantes de chama bromados, para atender a apelos de grupos de defesa do meio ambiente como o Greenpeace.

 

A empresa afirmou que as demais substâncias tóxicas são usadas atendendo aos padrões de segurança dos Estados Unidos. "Fizemos inspeções em cerca de 200 fábricas com foco em substâncias tóxicas para assegurar que esses locais atendiam nossos padrões rígidos", enfatizou a Apple no comunicado.

 

Os grupos ativistas acreditam que os relatórios de inspeção teriam sido maquiados para não mostrar as reais condições de trabalho. Segundo eles, cerca de 1,5 milhão de pessoas trabalham em linhas de produção de aparelhos da Apple.

 

Elizabeth O'Connell, diretora de campanhas da Green America, estima que o custo de produção de um iPhone "mais seguro" para a saúde de trabalhadores custaria "menos de US$ 1 por aparelho".

 

O uso do benzeno e do n-hexano não ocorre apenas nas linhas de produção da Apple. A Samsung recentemente enfrentou uma ação judicial na Coreia do Sul pelo aumento do nível dessas substâncias tóxicas em sua produção. Um tribunal apontou que a empresa não tinha avaliado corretamente o risco de uso desses químicos, depois que um trabalhador de 29 anos morreu de leucemia em 2009. Não há informações se a empresa foi punida.

 

O documentário "Who Pays the Price?" (Quem paga o preço, em tradução livre) mostra pessoas que teriam sofrido efeitos dessas e outras substâncias tóxicas em linhas de produção na China.

 

Fonte: UOL

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