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10/01/2014

Trabalho como escravo cresce em área urbana


Lista inclui 29 empresas localizadas em cidades que foram flagradas pela prática ilegal no país


As centrais sindicais e organizações que atuam no meio manifestaram preocupação com o aumento de casos de trabalho escravo nas áreas urbanas.

 

Embora a prática ilegal continue sendo predominantemente rural, dados divulgados pelo Ministério do Trabalho mostraram um avanço de ocorrências também nas cidades.

 

A atualização da lista suja do trabalho escravo, feita no final de dezembro pela pasta, incluiu 29 empresas localizadas em centros urbanos. Na relação anterior, publicada em junho, havia 14 casos com esse perfil.

 

Apesar de o número ter dobrado em seis meses, o montante é pequeno frente às 110 inclusões na lista de empresas que exploram o trabalho em condições análogas à escravidão.


Ainda assim, chama a atenção esse aumento, já que a prática é mais associada a setores como agricultura e extrativismo. A relação do Ministério do Trabalho flagrou mão de obra escrava urbana em confecções, empreiteiras, locadoras de máquinas, uma boate e um hotel.

 

Segundo a Rede Brasil Atual, o procurador-geral do Trabalho, Luís Camargo, disse que o avanço do trabalho escravo para as áreas urbanas pode estar ligado diretamente ao tráfico de pessoas.

 

Segundo ele, é cada vez mais comum a exploração de imigrantes ilegais de outros países em empresas localizadas em grandes cidades nas capitais brasileiras.

 

“Nem sempre a pessoa vai obrigada (para o local de trabalho). Ela vai para esses falsos empregos por falta de alternativas ou porque é analfabeta funcional, não tem formação e acaba envolvida nessa rede”, afirmou.


Ele disse que pessoas que se deslocam de um município a outro atrás de emprego muitas vezes recebem uma determinada quantia em dinheiro ou costumam deixar uma cesta básica para a família. Com isso, iniciam dívidas que nunca conseguem pagar.

 

“Assim começa o trabalho escravo. Muitos estrangeiros, como os bolivianos, estão chegando ao Brasil atraídos pelo chamado pleno emprego. Como isso não cessará por conta da queda nos índices econômicos, então temos muito o que fazer pela frente”, afirmou Camargo, referindo-se à fiscalização do ministério.

 

Os estados onde mais foram observadas empresas denunciadas são Pará, com 26,08% dos empregadores listados, Mato Grosso (11,23%), Goiás (8,46%) e Minas Gerais (8,12%).

 

Fonte: Diário de São Paulo

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