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SINDICATO DOS TÉCNICOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO NO ESTADO DE SÃO PAULO


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06/01/2014

Estresse e Saúde do Trabalhador


O estresse relacionado ao trabalho é um dos maiores desafios para a Saúde do Trabalhador, representando enorme custo social e sofrimento humano. É um dos problemas de saúde relacionados ao trabalho de maior incidência, embora seja pouco notificado devido a sua difícil caracterização pelo Instituto Nacional da Seguridade Social – INSS, além de afetar trabalhadores que realizam trabalhos na informalidade.



Os indivíduos sofrem de estresse quando sentem que há um desequilíbrio entre as solicitações que lhes são feitas e os recursos de que dispõem para responder a essas solicitações. Embora seja psicológico, o estresse afeta igualmente a saúde física do indivíduo. Entre os fatores de risco mais comuns do estresse relacionado com o trabalho contam-se a falta de controle sobre o trabalho, solicitações inadequadas e falta de apoio por parte dos colegas e das chefias.



O estresse pode alterar a forma como uma pessoa sente, pensa e se comporta. Entre os sintomas de estresse a nível organizacional está o absentismo, a elevada rotatividade do pessoal, incumprimento de horários, problemas disciplinares, assédio, produtividade reduzida, acidentes, erros e agravamento dos custos de compensação ou de saúde; e ao nível individual estão reações emocionais como irritabilidade, ansiedade, depressão, perturbação do sono acarretando problemas de convívio social e familiar levando ao abuso de álcool, tabaco e substâncias tóxicas causando outras formas de adoecimento.



Importante ressaltar que os estudos sobre saúde mental e trabalho tem evidenciado que aspectos da organização do trabalho são importantes para se entender agravos psíquicos relacionados ao trabalho. Muitas vezes os problemas à saúde dos trabalhadores não são relacionados como de origem no stress. Sentimentos como ansiedade, medo, insegurança, baixa autoestima, fadiga, desgastes e revolta são por vezes sentimentos gerados pelo estresse que acarretam outras formas de adoecimento.



Outro estudo revelou também que 42% dos brasileiros se sentem estressados e ansiosos, bem acima da média mundial de 11%. O Ministério da Previdência confirmou também que desde 2010 o número de afastamentos causados pelo estresse grave e dificuldade de adaptação cresceu 41,9%.



O diretor do Departamento de Políticas de Saúde Ocupacional do Ministério da Previdência, Marco Antonio Peres, afirmou que em 2012 que a diminuição do número de trabalhadores em vários campos causa sobrecarga e adoecimento mental, agravando as funções psicológicas e mentais do trabalhador.



Fonte: DIESAT



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