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SINDICATO DOS TÉCNICOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO NO ESTADO DE SÃO PAULO


Ética, competência, dignidade e compromisso com a categoria


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28/11/2016

SINTESP celebra Dia do Técnico de Segurança do Trabalho



 

O evento, que já é uma tradição do SINTESP, recebeu mais de 160 convidados e ressaltou a importância dos profissionais prevencionistas para a evolução da Segurança e Saúde do Trabalho no Brasil

 

Com um café da manhã especial, o SINTESP realizou, no dia 25 de novembro de 2016, no Hotel Excelsior, no centro de São Paulo, SP, um evento para celebrar o Dia do Técnico de Segurança do Trabalho – comemorado anualmente no dia 27 de novembro -, com a participação de mais de 160 convidados, entre TSTs, engenheiros de segurança, profissionais prevencionistas, representantes sindicais, jornalistas e empresários. Mais u
ma vez, marcando sua tradição em ressaltar a relevância da atuação dos TSTs nos ambientes de trabalho, a iniciativa do SINTESP também mostrou a importância de todos os profissionais prevencionistas para a evolução da Segurança e Saúde do Trabalho no Brasil.

 

A solenidade de abertura contou com as presenças de Marcos A. Ribeiro, presidente do SINTESP; Armando Henrique, presidente da FENATEST; Paulo Arsego, president
e da Fundacentro; João Scaboli, secretário nacional de Saúde da Fequimfar; Ernane Silveira Rosas, presidente do Sinesp-SP - Sindicato dos Nutricionistas do Estado de São Paulo; Valdizar Albuquerque, diretor de Relações Institucionais do SINTESP e diretor também da FENATEST; Benedito Carlos de Souza, representante do Sintec-SP – Sindicato dos Técnicos Industriais  do Estado de São Paulo.

 

Em seu discurso Marquinhos, presidente do SINTESP, ressaltou a importância da celebração anual que o SINTESP promove. “Este evento representa mais um ano que a nossa categoria está em pé, de cabeça erguida, pois fizemos o nosso trabalho, mesmo diante de tantos desafios, como o desemprego no setor”, observou. O presidente aproveitou para alertar sobre uma reportagem que está sendo veiculada em rede nacional apregoando que até 2020 teremos que ter mais de 76.000 técnicos de segurança porque vai fazer falta para o mercado. Em sua opinião Marquinhos avalia que vai fazer falta sim, caso não coloquem mais fiscais para acompanhar as empresas. Para ele, a saída é o movimento sindical. “É o único que pode fazer com que a condição de segurança e saúde do trabalho nas empresas volte a funcionar, colocando os membros dos nossos sindicatos fiscalizando as empresas”, pontuou, entre outras questões apresentadas em seu pronunciamento.

 

Convidando todos os presentes à fazerem uma reflexão, Valdizar Albuquerque, apontou que não podemos esquecer que o TST é o principal pilar do SESMT no Brasil, uma vez que é o profissional que faz a maior diferença na prevenção de acidentes do trabalho no país. Em relação aos casos de desrespeito e desvalorização que ocorrem a todo instante em vários ambientes de trabalho, Valdizar observa que o primeiro passo para uma valorização pessoal do TST tem que partir do próprio profissional. “Somente vamos ser valorizados na medida em que nos aperfeiçoarmos tecnicamente e, também, humanamente como pessoas. Temos que ser referência no mercado de trabalho, que hoje precisa, mais do que nunca, de pessoas que façam a diferença e promovam a qualidade de vida”, declarou.

 

Scaboli, da Fequimfar, parabenizou os TSTs e reiterou, como dirigente sindical, a preocupação das centrais sindicais com o desemprego no país. Porém, existe o desejo de gerar empregos, mas com qualidade, uma vez que as estatísticas comprovam que muitos trabalhadores estão morrendo e adoecendo nos ambientes de trabalho. ”Precisamos buscar as causas e gerar soluções, sobretudo, de forma tripartite, com atuações do governo, dos trabalhadores e dos empregadores, porque, desta forma, todos ganham. Todos têm que fazer a sua parte e nós, prevencionistas, também. E a solução também não é só contratar porque existe uma norma, a NR 4 e, sim, deixar que vocês, profissionais do SESMT, principalmente os TSTs, executem seus planos e ações nos ambientes de trabalho, planos estes que estão dentro da Política Nacional de SST. Parabéns por vocês existirem!”, referenciou Scaboli.

 

Em seguida, o presidente do Sinesp, Ernane Silveira Rosas, como nutricionista comentou que já trabalhou em vários lugares e sempre viu o destaque que os TSTs tinham nas empresas. “Diante das situações que já presenciei e que os TSTs fizeram a diferença, aprendi que o trabalho de vocês significa ‘vida’, pois quando há um acidente todos perdem. Mas vocês conseguem trabalhar na prevenção e isso é fundamental”, salientou.

 

Conhecimento e evolução

 

A presença ilustre do presidente da Fundacentro, Paulo Arsego, também abrilhantou o evento. Ele, em contrapartida, demonstrou seu sentimento de honra pelo convite do SINTESP, uma vez que os TSTs, em sua opinião, são as pessoas que dão a condição primeira para que a “jovem senhora de 50 anos”, se referindo à Fundacentro, tenha o trabalho dos seus técnicos no campo de forma mais eficiente. Outro ponto fundamental para Arsego é que a Fundacentro e toda a sociedade precisam dos profissionais prevencionistas. “Precisamos de vocês em campo, levantando problemas e apresentando soluções para que a nossa parte técnica científica possa dar o andamento necessário e, através dessas ações, começarmos a mudar o sistema de saúde e segurança do trabalhador, inclusive, o meio ambiente do trabalho”, argumentou.

 

Para Arsego o sistema de SST precisa ser honrado, tem que ser bom e, principalmente, tem que ser eficiente. “E a hora que começarmos a fazer nossas ações e trabalhos, colocando nas cabeças de todos, não só do empregador, mas também do trabalhador e do técnico de segurança do trabalho, que se o trabalhador tiver um lugar seguro e saudável para trabalhar e poder voltar para o seu lar a noite, de forma segura também, 99% dos nossos problemas estarão resolvidos e esse é o nosso trabalho e nosso desafio, por isso, conclamo vocês, TSTs, para nos ajudarem nesta missão!”, expressou.

 

Arsego informou, ainda, que a Fundacentro possui a maior biblioteca especializada em SST da América Latina e todos podem fazer uso desse acervo para buscar e complementar seu conhecimento. “Quando tivermos o conhecimento necessário, ninguém nos segura! E é disso que precisamos no nosso Brasil, de pessoas preparadas e empenhadas em melhorar os ambientes de trabalho. Precisamos, com isso, fazer a diferença para evoluirmos, porque de pessoas iguais o mundo já está cheio. Por isso, solicito que os TSTs continuem firmes e fortes nas suas atividades. Tenho certeza que, se vocês ajudarem um colega a não se acidentar, sua vida e seu trabalho já estarão se encaminhando de forma correta e vocês serão felizes nessa profissão”, apregoou.

 

Força feminina

 

Para finalizar a cerimônia de abertura, Armando Henrique ressaltou a importância das mulheres na SST, relembrando o quando o setor era machista em seu início, quando a presença da mulher era considerada totalmente estranha nesse meio. “Hoje vejo, principalmente, nos cursos de formação de técnicos e técnicas de segurança, que predomina a mulher. Em nome de Selma Rossana, vice-presidente do SINTESP e diretora da FENATEST, aqui presente, nós homenageamos todas as mulheres e reconhecemos sua importância em fazer o seu trabalho, como profissionais especializadas e também por contribuírem para essa quebra de paradigmas no nosso setor. É muito importante valorizar nossas companheiras, mulheres, no meio da SST”, realçou.

 

Armando aproveitou o momento para fazer uma provocação sobre o foco do evento. “Entendo que o dia do TST e também do engenheiro de segurança, pois as duas profissões foram regulamentadas pela mesma lei, hoje, em 2016, ainda estamos muito na posição de revoltados, de expectadores. Temos que fazer uma parada no tempo e refletir sobre o nosso papel porque o momento requer isso. Temos que sair dessa condição de expectador, de revoltado e partir para a condição de revolucionário”, pronunciou.

 

Para ele, as mudanças, em sua maioria, só acontecem de fato quando vem de baixo para cima e na área da SST também se aplica a mesma regra. “Quando assumirmos a posição de sermos um pouco mais revolucionários, fazendo valer a importância da SST e conseguirmos fazer com que a sociedade entenda que não há riqueza que justifique se não for para a qualidade de vida das pessoas, ou seja, não há o que justifique matar e mutilar em nome do progresso. Nossa função em eliminar esse cenário é impar. Se entendermos bem essa questão, nós conseguiremos reverberar e fazer com que a sociedade incorpore mais as ações em prol da SST. Acredito que estamos num momento de transformação profunda, que também passa pela SST, por isso queremos energia nova, pessoas que estejam comprometidas em fazer esse setor evoluir”, acentuou.

 

Homenagens

 

Como faz tradicionalmente nesta data comemorativa, o SINTESP presta homenagens à profissionais TSTs que são destaques na categoria. Este ano foram homenageados Alexandre Gusmão, presidente da Revista Proteção em razão da sua grande parceria com o SINTESP ao longo desses anos em defesa da segurança e saúde do trabalhador. Na ocasião ele foi representado por João Baptista, diretor do veículo, que recebeu a placa comemorativa das mãos de Marquinhos, presidente do SINTESP.

 

Em seguida, a TST Roseli Barquila Fordiani, foi homenageada pela sua atuação na área desde 1996, em empresas como Ambev, Aeroporto de Guarulhos e, atualmente, na Fedex. O presidente da Fundacentro, Paulo Arsego, entregou a placa comemorativa em reconhecimento à sua atuação prevencionista ao longo desses anos.

 

Outro homenageado especial neste dia foi Antonio Adolpho de Araújo, técnico de segurança desde 1973, formado pela ABPA, que atuou durante 20 anos como instrutor de segurança do trabalho do Senai e em treinamentos de operação de máquinas e equipamentos. Ele foi um dos idealizadores na implantação dos treinamentos em ponte rolante e guindastes hidráulicos pelo SINTESP. Antonio Adolpho recebeu a homenagens das mãos do presidente da FENATEST, Armando Henrique.

 

Empreendedorismo

 

A programação contou ainda com duas palestras sobre o universo do empreendedorismo. A primeira foi ministrada pelo advogado Ivandick Cruzelles Rodrigues, que falou sobre “Empreendedorismo em SST”; e, na sequência, os participantes assistiram a palestra “O TST como Micro Empreendedor Individual”, proferida pelo advogado Fábio Paparotti. Os palestrantes contribuíram para mostrar a dinâmica da aplicação do empreendedorismo na prática, seus desafios e soluções, mostrando, com suas experiências no setor, que empreender está ao alcance de qualquer profissional TST. Eles deram orientações e informações valiosas para os profissionais presentes, fazendo com que a ocasião fosse muito produtiva e positiva para o SINTESP alcançar o objetivo do evento. Vários participantes compartilharam suas impressões positivas sobre a iniciativa e destacaram a importância de falar sobre empreendedorismo para os TSTs.

 

Ao final das palestras houve a entrega de brindes e servido o tradicional bolo em comemoração à data. O SINTESP agradeceu aos parceiros desta edição: Revista Proteção, Revista Cipa, Work Fire, Mucambo Profissional, Instrutherm, Meio Equipamentos, Animaseg, Hopenhauer, Grupo Euro, Clínica Dr. Flávio, Grupo Saúde e Vida, Task, Sintracon-SP, Fire Work, Soft Work, Dantec e Panradial.

 

Assessoria de Imprensa SINTESP 

 

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