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SINDICATO DOS TÉCNICOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO NO ESTADO DE SÃO PAULO


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26/08/2019

Vivendo e tentando aprender


Caros profissionais Técnicos de Segurança do Trabalho, nestes últimos meses nós nos deparamos com uma enxurrada de notícias envolvendo a nossa tão conturbada área da segurança e saúde no trabalho. Não bastasse a crise que assola o País de uns anos para cá, com uma onda de desemprego sem precedentes atingindo a massa trabalhadora, em grande parte por causa das más administrações dos nossos gestores públicos, temos que ainda, à toque de caixa, participar de várias consultas públicas envolvendo simultaneamente inúmeras normas regulamentadoras.

 

Lembrando que num passado não muito distante, a CTPP - Comissão Tripartite Paritária Permanente - composta por representantes dos trabalhadores, empregadores e governo -, tinha como base para a aprovação do texto um material já tinha sido discutido e aprovado em comissões temáticas técnicas para que, depois, em consenso, uma norma ou uma alteração fosse aprovada para a sua publicação.

 

Depois que foram extintas as comissões temáticas técnicas de atualizações de NRs, e passou-se a discussão somente através de consultas públicas, a CTPP terá que analisar um texto praticamente elaborado em cima de sugestões das mais diversas, nem sempre técnicas, e sendo ela uma comissão de cunho consultivo, pois se havendo divergências entre trabalhadores e empregadores, o governo arbitrará, ou seja, baterá o martelo e pronto.

 

Portanto, nós, enquanto prevencionistas que somos e sabedores que as legislações até então elaboradas, sempre foram construídas com a nossa participação técnica, devemos aproveitar esta oportunidade para contribuir com críticas e sugestões na consulta pública, fortalecendo a representação dos trabalhadores na manutenção preventiva dos pontos principais das normas regulamentadoras de segurança e saúde no meio ambiente de trabalho.

 

Entendemos que o momento não é para entrarmos em desespero, pois com a experiência que adquirimos, durante todos estes anos voltados à prevenção de acidentes, nos leva a crer que não devemos sofrer por antecipação, aguardando, assim, o desenrolar dos fatos, mas atentos a possíveis manobras que venham a prejudicar as ações prevencionistas. Mais do que nunca precisamos estar juntos para somarmos forças, visando sempre a melhoria contínua nas questões de segurança e saúde dos trabalhadores.

 

MODERNIZAÇÃO SIM, MAS NÃO À PRECARIZAÇÃO DAS CONDIÇÕES DOS AMBIENTES DE TRABALHO.



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